
lembro que há uns 10 anos (ó vida), tive que ouvir coleguinhas de faculdade rindo do livro que eu tava lendo: “alta fidelidade”. com esse título, eles acharam que era um guia auto-ajuda ensinando como não trair seu namorado. te juro.
10 anos depois, tô eu borocoxô ouvindo música pop e me lembro do enigma levantado por rob fleming (e não gordon), até hoje não solucionado. “o que veio primeiro, a música ou a tristeza? eu sou triste porque ouço música ou ouço música porque estou triste?”. adoraria uma resposta, mas suspeito que, a essa altura da vida, isso não faria nenhuma diferença.
por mais que eu tenha ficado puta porque o filme mudou o nome do personagem e o tirou de londres (sacrilégio), eu adorei quando assisti. preciso rever, só vi uma vez no cinema. e isso tudo me leva ao motivo desse post: esse texto foda e apaixonado sobre o filme, me lembrando como a história é legal, lotada de referências e hipertextos numa época pré-google. me lembrou também o que daniel bandeira e eu conversamos na época, sobre como o livro é uma espécie de guia ilustrado sobre homens - mente masculina for dummies - e, por isso mesmo, deve ser lido por todas as mulheres.
ps: o texto é longo e contém spoilers, mas é muito bom e me deu invejinha, porque não consigo escrever assim sobre nada.
pps: o tiago que me mostrou. :)
ppps: a musiquinha foda aí de baixo tá na ótima trilha do filme, lembra?


8 comments
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Julho 15, 2008 às 8:43 pm
Renato
well, thank you very much. :)
se eu te conhecesse, teria escrito aquela frase sobre os chatos reclamões especificamente pra vc. como não conheço, foi só coincidência, tá?
Julho 15, 2008 às 8:59 pm
Alexandre Nix
Aconteceu a mesma coisa com minha amiga Helena, só que o livro era “Como Ser Legal”. Acharam que era auto-ajuda.
Julho 21, 2008 às 12:26 pm
Crib Tanaka
adoro nick hornby…
Julho 28, 2008 às 12:47 am
Filli
Eu era um desses coleguinhas!
Flávia, você não nos engana. E temos dito.
=P
Julho 28, 2008 às 1:33 am
flavia.
hahaha
fellipe, eu coloquei isso pensando em você mesmo.
auto-ajuda, tsc tsc. :P
Agosto 1, 2008 às 2:29 pm
Fabrício
Assista a peça A vida é cheia de som e fúria, dirigida pel Filipe Hirsch. Adaptação do livro do hornby. Excepcional.
Deve entrar em cartaz em um ou dois anos, em mostra de repertório da sutil companhia.
Abs.
Agosto 1, 2008 às 3:17 pm
flavia.
fabrício, eu vi essa peça!
faz anos.
é muito boa também, lembro que o ator (era diretor também?) era muito bom, totalmente passional.
Agosto 1, 2008 às 5:56 pm
Angel Inoue
tbm amo esse filme. e tbm amo o livro.