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lamúrias, dor de cotovelo, promessas, despedidas, saudade & amor sem fim. fiz uma outra muxtape, especial de dia dos namorados. foi muito difícil escolher só 12 músicas, muito mesmo, então espero que apreciem meu esforço. e ternurinha pra todo mundo. :)
update: foi mais forte que eu. não consegui deixar outras tã lindas canções de fora. elas insistiram. e mesmo que jamais ninguém escute, eu sei, terá valido a pena: criei outra muxtape de amorrrrr.
esse menino viu a menina dos sonhos no metrô dia 4 de novembro. fez um site com a descrição dela e hoje, dia 7, já a encontrou. on.

aquele personagem do haruki murakami, dessa historinha linda, devia ter feito o mesmo. ou postado na parte de missed connections da craig’s list, aquele site/classificados maravilhoso porém feioso que é um sucesso nos e.u.a. mas inexplicavelmente não pegou por aqui.
parei pra pensar sobre essas perguntas que as pessoas fazem porque ia escrever um post sobre love story, filme que eu adoro e vou gritar para todo mundo ouvir. :p

é que quando falo sobre o filme, todo mundo pergunta (logo depois de “cantar” a música-tema) se ele não é brega demais. e nessas horas eu poderia levantar a plaquinha com as respostas ensaiadas que diriam assim (contém spoilers):
- não, ele não é brega. talvez muito água-com-açúcar pra alguns, muito romântico pra outros, mas definitivamente não é brega. se você prestar atenção, todas as chances de ser muito brega são cortadas bruscamente pelo filme. nem um mero “eu te amo” é respondido. e quando ela pergunta porque ele quer casar com ela, a resposta não podia ser melhor: “because”.
- a música não é brega. mas o “tananananã” tocou tanto que ninguém agüenta. mesmo quem não era nascido na época do lançamento, como eu, identifica a 3km que essa é a música do filme e tem um arrepio quando escuta. é tipo “as quatro estações” de vivaldi. hoje ela é “as quatro estações” de vivaldi ou é a música do sabonete vinólia?
- a tagline do filme: “amar é nunca ter que pedir perdão”. ok, sobre essa há controvérsias. mas como a música, ela tornou-se muito mais brega do que é. no filme ela é só uma frase, mas depois ela virou slogan de pergaminho do snoopy vendido na praia de boa viagem.
eu sei, eu sei. eu não devia perder tempo explicando pra todo mundo porque love story é um filme lindo, que todo mundo devia ter em casa e rever num domingo à noite chorando e torcendo pra que dessa vez ela não morra. mas vai ver é essa minha função na vida, fazer o quê.
“I was born yesterday, but I stayed up all night.”
essa frase deve ser um dos motivos que mais me fez gostar de “the hottest state”, o filme novo dirigido por ethan hawke (nem sabia que ele dirigia).

outro motivo é que é uma historinha de amor, ou de falta de, ou de um “amor jovem”, como entrega o mui belo título em português. resumindo, é um filme besta, sobre como a gente vira uma besta maior ainda quando nosso coração é atingido como tauba de tiro ao álvaro.
mais outro motivo deve ser esse nosso (pelo menos meu) prazer levemente sádico em ver um homem sofrendo desesperadamente por amor. não sei o que acontece, mas acontece, eu acho uma coisa linda de se ver.
e mais um: tem meu queridíssimo m. ward na trilha.

