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curtinha gênio que vi ontem no animamundi:
animamundi é foda, né? baratinho, bem organizado, lugar confortável e até os curtas ruins são bons. queria passar horas assistindo, mas não vou poder ir mais nenhum dia. vou catar o que der no youtube, com lagriminhas escorrendo. :/

lembro que há uns 10 anos (ó vida), tive que ouvir coleguinhas de faculdade rindo do livro que eu tava lendo: “alta fidelidade”. com esse título, eles acharam que era um guia auto-ajuda ensinando como não trair seu namorado. te juro.
10 anos depois, tô eu borocoxô ouvindo música pop e me lembro do enigma levantado por rob fleming (e não gordon), até hoje não solucionado. “o que veio primeiro, a música ou a tristeza? eu sou triste porque ouço música ou ouço música porque estou triste?”. adoraria uma resposta, mas suspeito que, a essa altura da vida, isso não faria nenhuma diferença.
por mais que eu tenha ficado puta porque o filme mudou o nome do personagem e o tirou de londres (sacrilégio), eu adorei quando assisti. preciso rever, só vi uma vez no cinema. e isso tudo me leva ao motivo desse post: esse texto foda e apaixonado sobre o filme, me lembrando como a história é legal, lotada de referências e hipertextos numa época pré-google. me lembrou também o que daniel bandeira e eu conversamos na época, sobre como o livro é uma espécie de guia ilustrado sobre homens - mente masculina for dummies - e, por isso mesmo, deve ser lido por todas as mulheres.
ps: o texto é longo e contém spoilers, mas é muito bom e me deu invejinha, porque não consigo escrever assim sobre nada.
pps: o tiago que me mostrou. :)
ppps: a musiquinha foda aí de baixo tá na ótima trilha do filme, lembra?
enquanto você (e eu) se morde esperando o filme de sex and the city, um pequeno quiz para avaliar seu nível de conhecimento (e tempo livre) sobre as quatro garotas.
claro que eu sou sex-pert.
tô hippie. e por hippie entenda estar ouvindo no repeat duas músicas. isso é o máximo de riponguice que você vai arrancar de mim (tá, e a fase cítara dos beatles).
deve ser porque revi fear and loathing in las vegas esse fim de semana. não entendo como tanta gente acha esse filme um saco. será que precisa já ter tido um brief encounter com algum tipo de droga pra achar ele simplesmente djenial? pra mim, se você já é experienced ele é divertidíssimo. se você não é, é uma ótima maneira de conhecer uma viagem de droga sem precisar tomar/beber/cheirar/injetar nada. e se você acha o filme sem sentido, creia: pointlessness is the point.
por sinal hoje morreu albert hofmann, o inventor do lsd. aos 102 anos. eu disse 102 anos, ouviram?
voltando, as duas músicas fazem parte da trilha, mas eu nem lembrava disso porque já adorava as duas faz tempo.
white rabbit, do jefferson airplane. a música que termina com um crescendo (jesus, a cena da laranja no filme), apologia às drogas em entrelinhas muito pouco discretas, passível de repeat ad eternum. não diga que não avisei.
buffalo springfield, expecting to fly. triste, triste, triste. para dias e corações chuvosos.
*
ps: vocês viram que apareceu uma sex tape de jimi hendrix? sendo ele ou não, não assistirei.
* tem uma moça copiando descaradamente os posts do meu blog, do de ivi e provavelmente de mais gente. não linkarei aqui, porque é isso que ela quer. nem sei se fico com raiva, porque acho uma infantilidade tão grande… mas gostaria realmente que ela parasse. para ela, fica uma dedada do miquei.
* michael haneke explicou porque refilmar funny games.
* sou tão indecisa que ainda não consegui responder ao joguinho de dani, e nem montar uma muxtape.
* o nome de blog mais legal dos últimos tempos, de um cidadão que comentou no post passado: “não consigo ir embora de mim a pé“.
* viu contaaaaardo no roda viva?
* quero esse capacho:

my blueberry nights é lindo. claro que era, não tinha como não ser. é igual mas diferente, tipo aqueles slogans. tá tudo lá (como disse cris: “comida, câmera lenta de cortar o coração, música boa, luzes de neon, radiola de ficha, cigarro, fossas, corações partidos, trens, desencontros, puesia, tem até um puliça. e um doidinho do telefone.”), mas tem algo diferente. talvez por ser em inglês, ou por não ter olhinhos puxados, ou pelos atores cinemão, mas dá um tiquinho a impressão, às vezes, de um wkw pra principiantes, mais levinho e fácil de agradar.
mas nem por isso gostei menos, não mesmo. como sempre, as histórias são tão simples mas tão verdadeiras que dá vontade de ler um livro inteiro sobre cada um dos minicontos que ele conta. e todos os personagens são tão tristes. e ele mostra isso tudo daquele mesmo jeitinho, borradinho & estourado, tão colourido e bonito, que eu podia ficar aqui elogiando a noite toda.
sem falar, né, na musiquinha de in the mood for love, de novo, em outra versão. quebrou minhas pernas.

boazinha essa lista com os 20 caras com menos de 30 que tão causando no cineama. mas me achei meio exigente.




james, gael, jason schartzman, michael cera, ryan gosling, o fofinho de into the wild e jake: amo muito tudo isso. mas só.
elijah wood, shia laboeuf, daniel radcliff: nem. topo trocar fralda não. paul dano: me dá nos nervos. michael pitt: carinha de neném demais; zac efron: essa coca é fanta uva. taylor kitsch: o sobrenome condiz com o cabelo.
moça difícil.


fui ver cloverfield - mooooooonstro. assistindo, rolou aquela nostalgia gostosa de uma coisa que nunca mais ouvi falar: cinema 180 graus. vocês lembram? todas as férias montavam no estacionamento do shopping aquela redoma - er - com 180 graus, e lá passava filminhos com toda espécie de cena que contivesse tremedeira, balanço, sacolejo, remelexo, etc, e que inevitavelmente fizesse você cair no chão quando o filme acabasse. bom, me senti num desses.
eu nunca assisti lost, peguei abusinho da obsessão que a série virou, mas acreditei no hype de cloverfield. primeiro porque o produtor dos dois soube fazer direito na divulgação do filme, deixou o mundo inteiro curioso sobre uma coisa que ninguém sabia o que era. depois porque li no boingboing que ele tem uma tal caixa misteriosa, que ganhou quando era criança e nunca abriu pra ver o que tem dentro. não sei se caí nessa, mas de um jeito ou de outro é uma ótima metáfora, e uma maneira bem sutil de dizer ao mundo como ele é o fodão.
mas gostei mais do que pensava. apesar de câmera tremida e em primeira pessoa não ser novidade, gostei do jeito que foi usado. é clichê, mas você realmente se sente dentro da história, e eu me peguei várias vezes fazendo aquilo que sempre faço quando fico nervosa com um filme: gritando com os personagens, dentro da minha cabeça. “mas não vaaaai por aí, meu fiiiiilho”, “sai daí, seu retardado!” “corre!”, etc, etc.
ah, outra coisa que me deixou com cotoco de ir assistir é porque há umas semanas vi em casa o hospedeiro, adorei, e me arrependi muito de não ter visto no cinema. e estava certa: cloverfield - mooooooooooooonstro TEM que ser visto na frente de um telão, de preferência com alguém do lado pra apertar nas cenas de agonia, mas sem pipoca pra não engasgar.
ps: no imdb tem uma untitled jj abrams cloverfield sequel agendada pro ano que vem. extermínio vai virar franquia?
vanity fair - hollywood issue 2008. ou em outras palavras, mulheres lindas com vestidos maravilhosos. minhas preferidas, na capa ou não (clique para ver maior): emily blunt, amy adams, anne hathaway, america ferrara e ginnifer goodwin.
de brinde, mais celebs do momento encenando filmes de hitchcock. marion cotillard é foda, e tô quase apaixonada por james mcavoy, hmmkay?
(via)
saiu o trailer do novo funny games. só me lembra de como o original é bom. :P

nem, seu michael haneke, não é porque esse seu cartaz tá muito lindo que você vai me convencer que tinha pra que fazer um remake do seu próprio filme.
como não há muito saco, nem muito tempo, para escrever, deixo pra começar o ano uns linkezinhos agradáveis:

- hitchcock em 1000 frames. isso, mil fotos de cada filme. poço sem fundo de maravilha.
- decapitando propagandas. algumas merecem.
- air guitar. retire aqui a sua. (via)
- pirralha bêbada apresentando um programa de tv. no sbt, lógico.
- casablanca em cores. por cima do meu cadáver.
- vinyl heads. (via)
- alguém já ganhou o ipod no palito.
- muitos muitos filmes desse ano.
- muitas muitas cômodas lindas. passo mal.
os filmes de wes anderson, além de serem lindos, terem o melhor figurino e cenário, cores que eu quero na minha sala, personagens que eu adoraria conhecer e histórias de fazer chorar, têm trilhas sonoras perfeitas.
não sei se todos os diretores se preocupam com essa parte. não falo da trilha incidental nem efeitos sonoros, mas das músicas que vão fazer parte da trilha sonora. a maioria deve contratar alguém dito competente para a tarefa, mas outros eu consigo imaginar ouvindo LPs empoeirados e escolhendo uma a uma as faixas que vão entrar. e geralmente, essas músicas não ficam em bg. elas acompanham todas as cenas, e em volume alto, um detalhe que eu adoro. acho que é o caso de sofia coppola, paul thomas anderson, gus van sant, quem mais?, e ele. (update: tarantino, claro! brigada, márcio!)
em rushmore, the kinks:
em royal tenenbaums (e em mais uns 54 filmes), elliott smith :~
em steve zissou, sigur rós, zombies (a cena mais linda, mas não tá no youtube) e david bowie por seu jorge:
e agora, em darjeeling, rolling stones do tempo que mick jagger era um pitéu e, especialmente, esse cidadão desconhecido de sotaque francês naturalmente charmoso:
jogo de cena, de eduardo coutinho. ótimo, nem que seja pra confirmar aquilo que você já sabe: mulher não tem “comportamento assertivo”. e, claro, mulher só se fode.

parei pra pensar sobre essas perguntas que as pessoas fazem porque ia escrever um post sobre love story, filme que eu adoro e vou gritar para todo mundo ouvir. :p

é que quando falo sobre o filme, todo mundo pergunta (logo depois de “cantar” a música-tema) se ele não é brega demais. e nessas horas eu poderia levantar a plaquinha com as respostas ensaiadas que diriam assim (contém spoilers):
- não, ele não é brega. talvez muito água-com-açúcar pra alguns, muito romântico pra outros, mas definitivamente não é brega. se você prestar atenção, todas as chances de ser muito brega são cortadas bruscamente pelo filme. nem um mero “eu te amo” é respondido. e quando ela pergunta porque ele quer casar com ela, a resposta não podia ser melhor: “because”.
- a música não é brega. mas o “tananananã” tocou tanto que ninguém agüenta. mesmo quem não era nascido na época do lançamento, como eu, identifica a 3km que essa é a música do filme e tem um arrepio quando escuta. é tipo “as quatro estações” de vivaldi. hoje ela é “as quatro estações” de vivaldi ou é a música do sabonete vinólia?
- a tagline do filme: “amar é nunca ter que pedir perdão”. ok, sobre essa há controvérsias. mas como a música, ela tornou-se muito mais brega do que é. no filme ela é só uma frase, mas depois ela virou slogan de pergaminho do snoopy vendido na praia de boa viagem.
eu sei, eu sei. eu não devia perder tempo explicando pra todo mundo porque love story é um filme lindo, que todo mundo devia ter em casa e rever num domingo à noite chorando e torcendo pra que dessa vez ela não morra. mas vai ver é essa minha função na vida, fazer o quê.
(hoy todos hablando solamente portuñol, de acuerdo?)
para introducirme al clima portuñol ontem anoche he visto la pelicula “el orfanato“, producida por guillermo del toro, e mi he cagado di miedo.
muy assustador e muy buenissimo. un classico cuento de fantasma, com todo a que se tem derecho: una casa assustante, niños que miran los muertos, mascaras e muñequitos muy feos e momientos muy assombrósos. recomiendo mucho mucho.
“I was born yesterday, but I stayed up all night.”
essa frase deve ser um dos motivos que mais me fez gostar de “the hottest state”, o filme novo dirigido por ethan hawke (nem sabia que ele dirigia).

outro motivo é que é uma historinha de amor, ou de falta de, ou de um “amor jovem”, como entrega o mui belo título em português. resumindo, é um filme besta, sobre como a gente vira uma besta maior ainda quando nosso coração é atingido como tauba de tiro ao álvaro.
mais outro motivo deve ser esse nosso (pelo menos meu) prazer levemente sádico em ver um homem sofrendo desesperadamente por amor. não sei o que acontece, mas acontece, eu acho uma coisa linda de se ver.
e mais um: tem meu queridíssimo m. ward na trilha.
e sobre beatles, ainda não sei o que pensar sobre esse filminho:

enumeremos:
- a história é baseada em músicas dos beatles: good.
- no filme há 33 canções dos beatles: bery good.
- é um musical: há controvérsias. fazer um bom musical é beeem difícil, mas pode ser que as músicas facilitem o processo. ou não. porque se não se transformarem num ótimo filme, não será apenas questão de constrangimento e vergonha alheia, mas sim de ICONOCLASTIA E SACRILÉGIO.
- quase todas são cantadas pelos atores: bad.
- os atores são jim sturgess (quem?) e evan rachel wood (namorada de marilyn manson): bad.
- as exceções são cantadas por bono vox (bad) e joe cocker (good): uma anula a outra.
- o cartaz é meio breguinha.
- o título é lindo, como não poderia deixar de ser, mas a escolha de “all you need is love” como tagline é no mínimo manjadíssima ao extremo.
- temo pelo título em português.
dadas as considerações, tenho medo. mas juro que vou assistir de coração aberto. porque foi assim que john lennon me ensinou.
direto do blog de cris, que viu em mônica bérgamo:
O elenco do filme “Blindness” - Julianne Moore, Danny Glover e Mark Ruffalo - está hospedado num hotel de luxo em São Paulo, entre a alameda Ministro Rocha Azevedo e a rua Padre João Manuel.
estamos envitando uma comoção aqui no blog, mas vocês sabem de quem eu tô falando, né?
(por sinal o que é esse site dele? muitas alegrias me deu, nos antigamentes, na época feliz do gatchenhos. dica: explore a galeria.)
bom, é. ele. aqui do lado. por mais duas semanas. oswald de souza, quais as probabilidades de um esbarrão?
nesses tempos modernos em que a gente escuta as músicas e não faz idéia da cara de quem canta, levei um susto ao descobrir, só no final desse filme bizarrinho que tava passando no telecine, que o ator principal era ben lee.
adoro. mas jisus, que homem feio.
a melhor coisa do dia eu vi lá naquele blog cheio de efeitos colaterais do meu colega luiz:
maurício de souza vai fazer um filme de horácio. :~
ps: a segunda melhor coisa do dia foi a trufa de chocolate da bella paulista. ai.
vários finais de filme. que lindo. “the ends” nunca deviam ter entrado em extinção.

10 personagens que todo homem gostaria de ser. (e que toda mulher… deixa pra lá.)

me peguei sendo ridiculazinha e pensando por uns segundos como pôde o owen wilson ter tentado se matar. bonito, talentoso, rico, famoso, não pode. tolinha. aí lembrei dessa música do zombies que eu adoro e que toca, que ironia, na cena do enterro do personagem dele em life aquatic with steve zissou. :(
aqui, a música. aqui, um texto lindo sobre ele, e sobre a gente deixar de ser assim tão besta a respeito da vida dos outros.
Afraid So
Is it starting to rain?
Did the check bounce?
Are we out of coffee?
Is this going to hurt?
Could you lose your job?
Did the glass break?
Was the baggage misrouted?
Will this go on my record?
Are you missing much money?
Was anyone injured?
Is the traffic heavy?
Do I have to remove my clothes?
Will it leave a scar?
Must you go?
Will this be in the papers?
Is my time up already?
Are we seeing the understudy?
Will it affect my eyesight?
Did all the books burn?
Are you still smoking?
Is the bone broken?
Will I have to put him to sleep?
Was the car totaled?
Am I responsible for these charges?
Are you contagious?
Will we have to wait long?
Is the runway icy?
Was the gun loaded?
Could this cause side effects?
Do you know who betrayed you?
Is the wound infected?
Are we lost?
Can it get any worse?
*poema lindo de jeanne marie beaumont, no qual foi baseado um curtinha ótimo de jay rosenblatt que assisti ontem. esse cara tem ótimos filmes, se você conseguir achar pela internet, assista. e me mande.
sacrilégio? oba.
pra quem achou que era mentira, a matéria sobre a empresa pilantrinha especializada em criar desenhos genéricos “inspirados” na pixar/disney, tipo “ratatoing” e “carrinhos”.
sugestão dada por simone, antes que a disney descubra: “leônidas, o reizinho“.
essa musiquinha do título todo mundo sabe que é do meu amado love story, mas e essas aqui?
ps: prepare-se pra perder a tarde de trabalho.
pps: john williams compõe variações do mesmo tema ou é impressão minha?












