o bom:
– procurar entre milhões de apartamentos
– entrar num deles, sujo, cheio de móveis do antigo morador e ter um clique: “é esse”
– fuçar maneiras de arranjar desconto no submarino/americanas
– fazer chá-de-panela
– pedir só peças verdes no chá-de-panela e ir parar numa cozinha vermelha
– fazer festa de inauguração do apê e perceber quão sujo seu chão pode ficar
– comprar casa claudia e casa vogue (ou lê-las na fnac na hora do almoço)
– ir na etna e tokstok como gente grande
– sonhar, montar várias decorações na cabeça
– desenhar no papel onde vai ficar tudo que você imaginou
– descobrir depois que não tem senso de escala
– passar horas na internet procurando o pôster ideal pra colocar na parede
– passar meses pra escolher que cor pintar a cama
– ir em lojas maravilhosas nos jardins
– baleiro!
– almofadas!
– “herdar” uma poltrona antiga e linda do antigo dono
– comprar plantinhas
– achar a mesa que queria com 50% de desconto
– sonhar com o dia em que você vai comprar seu tapete redondo
– “brigar” com o namorado pela cor da parede/futon/almofada/cama/etc
– ganhar todas essas brigas ;)
– saber que a casa não vai estar pronta nunca
– ver peças separadas começarem a formar uma casa.

o ruim:
– procurar entre milhões de apartamentos
– arranjar fiador (ou alguém que aceite seu fiador de outra cidade)
– gastar muito muito dinheiro
– ir em lojas maravilhosas nos jardins e não comprar nada
– não ter nem coragem de pôr os pés na micasa
– saber que seu namorado nunca vai deixar você comprar aquela almofada roxa de veludo molhado que você viu
– saber que a casa não vai estar pronta nunca
– não ter dinheiro pra comprar o quadro ideal
– não ter dinheiro pra comprar todas as bobagens da loja do bispo, benedixt e garimpo + fuxique
– não ter dinheiro ponto.

(to be continued)