parei pra pensar sobre essas perguntas que as pessoas fazem porque ia escrever um post sobre love story, filme que eu adoro e vou gritar para todo mundo ouvir. :p

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é que quando falo sobre o filme, todo mundo pergunta (logo depois de “cantar” a música-tema) se ele não é brega demais. e nessas horas eu poderia levantar a plaquinha com as respostas ensaiadas que diriam assim (contém spoilers):

– não, ele não é brega. talvez muito água-com-açúcar pra alguns, muito romântico pra outros, mas definitivamente não é brega. se você prestar atenção, todas as chances de ser muito brega são cortadas bruscamente pelo filme. nem um mero “eu te amo” é respondido. e quando ela pergunta porque ele quer casar com ela, a resposta não podia ser melhor: “because”.

– a música não é brega. mas o “tananananã” tocou tanto que ninguém agüenta. mesmo quem não era nascido na época do lançamento, como eu, identifica a 3km que essa é a música do filme e tem um arrepio quando escuta. é tipo “as quatro estações” de vivaldi. hoje ela é “as quatro estações” de vivaldi ou é a música do sabonete vinólia?

– a tagline do filme: “amar é nunca ter que pedir perdão”. ok, sobre essa há controvérsias. mas como a música, ela tornou-se muito mais brega do que é. no filme ela é só uma frase, mas depois ela virou slogan de pergaminho do snoopy vendido na praia de boa viagem.

eu sei, eu sei. eu não devia perder tempo explicando pra todo mundo porque love story é um filme lindo, que todo mundo devia ter em casa e rever num domingo à noite chorando e torcendo pra que dessa vez ela não morra. mas vai ver é essa minha função na vida, fazer o quê.