cloverfield.jpg

fui ver cloverfield – mooooooonstro. assistindo, rolou aquela nostalgia gostosa de uma coisa que nunca mais ouvi falar: cinema 180 graus. vocês lembram? todas as férias montavam no estacionamento do shopping aquela redoma – er – com 180 graus, e lá passava filminhos com toda espécie de cena que contivesse tremedeira, balanço, sacolejo, remelexo, etc, e que inevitavelmente fizesse você cair no chão quando o filme acabasse. bom, me senti num desses.

eu nunca assisti lost, peguei abusinho da obsessão que a série virou, mas acreditei no hype de cloverfield. primeiro porque o produtor dos dois soube fazer direito na divulgação do filme, deixou o mundo inteiro curioso sobre uma coisa que ninguém sabia o que era. depois porque li no boingboing que ele tem uma tal caixa misteriosa, que ganhou quando era criança e nunca abriu pra ver o que tem dentro. não sei se caí nessa, mas de um jeito ou de outro é uma ótima metáfora, e uma maneira bem sutil de dizer ao mundo como ele é o fodão.


mas gostei mais do que pensava. apesar de câmera tremida e em primeira pessoa não ser novidade, gostei do jeito que foi usado. é clichê, mas você realmente se sente dentro da história, e eu me peguei várias vezes fazendo aquilo que sempre faço quando fico nervosa com um filme: gritando com os personagens, dentro da minha cabeça. “mas não vaaaai por aí, meu fiiiiilho”, “sai daí, seu retardado!” “corre!”, etc, etc.

ah, outra coisa que me deixou com cotoco de ir assistir é porque há umas semanas vi em casa o hospedeiro, adorei, e me arrependi muito de não ter visto no cinema. e estava certa: cloverfield – mooooooooooooonstro TEM que ser visto na frente de um telão, de preferência com alguém do lado pra apertar nas cenas de agonia, mas sem pipoca pra não engasgar.

ps: no imdb tem uma untitled jj abrams cloverfield sequel agendada pro ano que vem. extermínio vai virar franquia?