my blueberry nights é lindo. claro que era, não tinha como não ser. é igual mas diferente, tipo aqueles slogans. tá tudo lá (como disse cris: “comida, câmera lenta de cortar o coração, música boa, luzes de neon, radiola de ficha, cigarro, fossas, corações partidos, trens, desencontros, puesia, tem até um puliça. e um doidinho do telefone.”), mas tem algo diferente. talvez por ser em inglês, ou por não ter olhinhos puxados, ou pelos atores cinemão, mas dá um tiquinho a impressão, às vezes, de um wkw pra principiantes, mais levinho e fácil de agradar.

mas nem por isso gostei menos, não mesmo. como sempre, as histórias são tão simples mas tão verdadeiras que dá vontade de ler um livro inteiro sobre cada um dos minicontos que ele conta. e todos os personagens são tão tristes. e ele mostra isso tudo daquele mesmo jeitinho, borradinho & estourado, tão colourido e bonito, que eu podia ficar aqui elogiando a noite toda.

sem falar, né, na musiquinha de in the mood for love, de novo, em outra versão. quebrou minhas pernas.