lembro que há uns 10 anos (ó vida), tive que ouvir coleguinhas de faculdade rindo do livro que eu tava lendo: “alta fidelidade”. com esse título, eles acharam que era um guia auto-ajuda ensinando como não trair seu namorado. te juro.

10 anos depois, tô eu borocoxô ouvindo música pop e me lembro do enigma levantado por rob fleming (e não gordon), até hoje não solucionado. “o que veio primeiro, a música ou a tristeza? eu sou triste porque ouço música ou ouço música porque estou triste?”. adoraria uma resposta, mas suspeito que, a essa altura da vida, isso não faria nenhuma diferença.

por mais que eu tenha ficado puta porque o filme mudou o nome do personagem e o tirou de londres (sacrilégio), eu adorei quando assisti. preciso rever, só vi uma vez no cinema. e isso tudo me leva ao motivo desse post: esse texto foda e apaixonado sobre o filme, me lembrando como a história é legal, lotada de referências e hipertextos numa época pré-google. me lembrou também o que daniel bandeira e eu conversamos na época, sobre como o livro é uma espécie de guia ilustrado sobre homens – mente masculina for dummies – e, por isso mesmo, deve ser lido por todas as mulheres.

ps: o texto é longo e contém spoilers, mas é muito bom e me deu invejinha, porque não consigo escrever assim sobre nada.

pps: o tiago que me mostrou. :)

ppps: a musiquinha foda aí de baixo tá na ótima trilha do filme, lembra?