(só avisando: drama queen mode on)

vi no fashionista (que eu conheci há pouco e virou rapidinho um dos meus blogs preferidos de moda) essa confissão de um leitor, sobre sua crise fashion.

num resumo-miguelão, é um cara que sempre se vestiu assim meio “almofadinha” (mauricinho? playboyzinho? como são feias as traduções para preppy), se mudou para nova iorque e entrou em crise. cercado por hipsters e pessoas ultracool, ele se sentiu um bosta e saiu às compras. virou modernete e achou que estava feliz até que visitou sua cidade natal e viu que tudo que queria era voltar a ser quem era. sua moral da história: “i’m not cool, and i don’t need to be.”

corta pra são paulo.

fashion crisis? I HAS IT. tô numa triste e absoluta crise de identidade fashion. não que eu tenha sido almofadinha algum dia da minha vida, muito pelo contrário. em recife eu até já me achei, er, descoladinha (tá, não é muito difícil). nunca tive rótulos (isso já é um, né?), e tirando pelo excesso de preto e pela inclinação vintage, acho que ninguém pode dizer que já fui de alguma tribo.

mas então, talvez por isso mesmo, eu agora não sei mais como me vestir. não sei nem como QUERO me vestir. em são paulo todo mundo é muderno, muito, até demais. e ultra produzido, até pra ir na padaria, o que dá preguiça (no sentido literal mesmo, eu tenho preguiça de me produzir tanto assim). eu não tenho vocação (nem quadris) pra calça skinny e também não quero virar traça de brechó. não sou básica jeans-e-tênis mas passo longe de ser perua. adoro o the sartorialist e o facehunter igualmente. COMOFAS?

não vou nem entrar no fator euengordeipracacete, porque não vem ao caso. o que mais me aflige agora é o paradoxo “o que eu quero eu não tenho dinheiro pra comprar” x “o que eu tenho dinheiro pra comprar eu não quero”. de verdade, entro nesse ringue toda vez que penso em comprar alguma coisa. e não sei como resolver.

dra. vodca, algum conselho? oficina de estilo? chapolin?